Coligação pró‑Lula denuncia token B22 por suposta promoção paga de posts eleitorais

Pedido à PGE e ao TSE pede preservação de registros, rastreamento de transferências e investigação sobre distribuição de tokens como promoção paga.

Hoje, 18:45

O projeto Brasil 22 Token (B22) foi lançado esta semana e oferece “airdrops” — recompensas em tokens — a usuários que mantenham o ativo, compartilhem publicações do projeto e enviem links para validação.

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O programa de airdrop do B22 exige que os participantes mantenham saldo mínimo, publiquem no X, Instagram ou TikTok, deixem a publicação no ar até a aprovação e forneçam uma carteira digital para receber os tokens em até sete dias.

Uma postagem de grande alcance da conta HypersKids no Instagram mostrou crianças vestindo camisetas do B22, e a coligação afirma que 120 milhões de unidades do B22 foram transferidas para uma carteira atribuída ao grupo antes da veiculação do vídeo.

Em 8 de outubro a coligação Brasil Pronto pra Mais apresentou representações à Procuradoria‑Geral Eleitoral (PGE) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo preservação de registros da Meta, X, Telegram e Binance, além de investigação sobre quem opera o B22 e se as distribuições violaram regras eleitorais. O pedido também solicita a remoção de um vídeo de Pablo Marçal que seria, segundo a coligação, editado de forma enganosa.

Normas do TSE proíbem propaganda política paga na internet e, desde março de 2026, vedam expressamente concursos ou premiações que concedam vantagem econômica por publicações políticas. Especialistas jurídicos dizem que pagamentos em criptomoeda podem se enquadrar nessas regras se os tokens tiverem valor econômico e estiverem condicionados à divulgação.

Resumo produzido a partir de 3 fontes · Powered by Anchooor
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