Coletores Gen Z mais ricos lideram compras de arte de alto valor, aponta pesquisa Art Basel–UBS
Levantamento com 3.100 colecionadores mostra coorte ultra‑rica da Geração Z gastou mais em 2025/1º semestre de 2026, usa ferramentas de IA e prefere coleções privadas
A pesquisa Art Basel & UBS Survey of Global Collecting, divulgada nesta quinta‑feira, mostra que respondentes da Geração Z gastaram mais em arte fina em 2025 e no primeiro semestre de 2026 do que qualquer geração mais velha na amostra de 3.100 pessoas.
A média de gasto da Geração Z em arte fina foi de US$347.000 em 2025, contra US$124.265 de média de toda a amostra, e compradores da Geração Z representaram quase metade das aquisições de obras com preço acima de US$1 milhão.
O uso de aplicativos e de inteligência artificial para colecionar subiu de cerca de 4% em 2024 para 22% em 2026; colecionadores dizem que essas ferramentas ajudam a descobrir artistas, verificar proveniência e informar precificação.
A pesquisa também aponta que a realização de pesquisas independentes antes da compra aumentou: 72% dos entrevistados relatam fazer pesquisa moderada ou significativa, e a Geração Z alcança cerca de 80% nesse indicador.
Os autores relacionam esses padrões a transferências de riqueza familiar: 40% da Geração Z indicaram a família como via de entrada para o colecionismo, e muitos preferem manter as coleções privadas ou visíveis apenas a círculos íntimos.