Coalizão Escudo das Américas anuncia sanções coordenadas contra 24 grupos transnacionais, incluindo PCC e CV
Medidas preveem congelamento de bens, restrições de visto e responsabilização penal; uso do TIAR e consultas na OEA gera advertência de Brasília sobre soberania
O Escudo das Américas, coalizão de 15 países, divulgou nesta terça-feira uma declaração conjunta para impor sanções coordenadas a 24 grupos criminais transnacionais, citando explicitamente o PCC e o CV.
As medidas anunciadas incluem congelamento de bens, restrições de visto e de imigração, e responsabilização penal para quem fornecer apoio material ou logístico às organizações listadas.
Os signatários disseram que buscarão utilizar o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) e solicitar consultas na Organização dos Estados Americanos (OEA) para criar um arcabouço jurídico e político para ação coletiva, um processo que ainda está em estágios iniciais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Planalto criticaram a iniciativa, classificando-a como ameaça à soberania nacional, e rejeitaram qualquer papel militar externo, afirmando que o Brasil prefere cooperação a intervenção estrangeira.
No âmbito da ONU, a diplomacia entre EUA e Irã seguiu em paralelo: o enviado norte‑americano Steve Witkoff relatou longas negociações mediadas, o presidente Trump fez ameaças contundentes ao Irã, e o ministro das Relações Exteriores iraniano colocou condições — incluindo a suspensão do bloqueio naval dos EUA e a liberação de ativos congelados — para reabrir o estreito de Ormuz.