Cleitinho busca consolidar poder em Minas com apoio a Flávio Bolsonaro e equipe de transição
Movimentos visam angariar apoio municipal para o segundo turno presidencial e garantir renegociação da dívida federal que alivie o grande rombo fiscal do estado.
Cleitinho venceu o governo de Minas Gerais no primeiro turno, em 4 de outubro, com 6.321.351 votos, e declarou publicamente apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno presidencial.
Ele afirmou que mobilizará prefeitos dos 853 municípios do estado para apoiar Flávio e relatou um compromisso de Flávio de buscar a renegociação da dívida de Minas Gerais com a União.
A futura administração apresentou ao governador Mateus Simões uma equipe de transição de 21 membros que mistura aliados próximos e técnicos experientes, incluindo o economista Bruno Westin e o irmão de Cleitinho, o deputado federal eleito Gleidson Azevedo.
A equipe de Cleitinho deu prioridade a medidas de consolidação fiscal, como corte de cargos comissionados, revisão de contratos e de benefícios fiscais, para enfrentar um déficit projetado em cerca de R$9 bilhões para 2027.
O novo governo descartou a privatização da companhia de energia Cemig, sinalizou que pode buscar concessões federais sobre o aumento da dívida do estado com a União (valores citados entre cerca de R$190 bilhões e mais de R$200 bilhões) e disse que ainda negociaria com o presidente Lula caso ele seja reeleito.