Anchooor
Ciclone‑bomba atinge o sul do Brasil e chega ao Sudeste enquanto ventos e danos persistem
Os meteorologistas dizem que a baixa está se deslocando para o mar, com suas bandas frontais devendo manter rajadas fortes e chuva durante o fim de semana.
Um ciclone extratropical que se intensificou rapidamente, classificado como um ciclone‑bomba, produziu tempestades organizadas e rajadas extremas que atingiram o Sul e partes do Sudeste, com o sistema identificado por agências meteorológicas durante 6–7 de agosto.
Autoridades no Rio Grande do Sul relataram pelo menos uma morte, cinco feridos e danos em mais de 100 municípios, com milhares de residências afetadas e entre cerca de 100.000 e quase 300.000 clientes com queda de energia nas primeiras contagens.
Estações meteorológicas registraram rajadas máximas durante o evento, incluindo 134,3 km/h em General Câmara, 120,4 km/h em Porto Alegre e 113 km/h em Canoas, enquanto a cidade costeira de Santos anotou uma rajada de 109 km/h que derrubou uma árvore.
Autoridades estaduais e municipais em São Paulo ativaram a coordenação de emergência, fecharam parques, suspenderam algumas aulas e a pesca, e abriram um gabinete de crise para monitorar impactos e orientar precauções para rajadas esperadas de cerca de 50–90 km/h em áreas vulneráveis.
Meteorologistas dizem que o centro do ciclone permanecerá sobre o Atlântico, mas suas frentes associadas e um novo sistema frontal continuarão produzindo rajadas fortes, chuvas intensas e ressaca costeira nos próximos dias, e autoridades alertam as comunidades para evitar estruturas danificadas e fios de energia caídos.