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Campanha de Lula divulga plano para preservar regra fiscal e recuperar orçamento das emendas parlamentares
O documento emparelha um compromisso público com o arcabouço fiscal a propostas para redirecionar recursos de emendas impositivas discricionárias e fortalecer a capacidade soberana do Brasil de se preparar para as disputas iminentes no Congresso.
O Partido dos Trabalhadores publicou o plano de governo oficial de 2026 como parte do registro de reeleição de Lula e Alckmin, formalizando posições de campanha sobre orçamento, política externa, indústria e medidas sociais.
O plano se compromete a manter o arcabouço fiscal que limita o crescimento das despesas primárias, ao mesmo tempo em que deixa de alterar o teto numérico de gastos, deixando uma disputa interna entre os ministérios da Fazenda e do Planejamento sem resolução.
Ataca o atual sistema de emendas, critica emendas impositivas e o "orçamento secreto", e propõe redirecionar cerca de R$50 bilhões em recursos de emendas discricionárias para um processo de orçamento participativo que seria debatido com a população.
O texto rejeita alinhamentos automáticos com potências estrangeiras, enquadra o fortalecimento de laços com o Sul Global e parceiros regionais como resposta à recente pressão comercial dos EUA, e prioriza política industrial digital e de defesa para reduzir a dependência externa.
Em política social, o plano promete proteger ganhos reais do salário mínimo, ampliar o acesso à Previdência, reduzir a jornada de trabalho para 40 horas sem cortes salariais e regulamentar o trabalho por aplicativos, com todas as medidas enfrentando grandes obstáculos legislativos e políticos.