Surtos de aquecimento em freezers de supermercados atingem países europeus; EUA investigam falhas em comissárias militares
Controladores de refrigeração conectados à internet e com firmware desatualizado teriam sido explorados, causando perdas de alimentos e investigação conjunta entre autoridades europeias e dos EUA
Lojas na Bélgica, Suécia, Irlanda, Luxemburgo e Estônia relataram picos súbitos nas temperaturas de freezers e geladeiras no início de novembro, obrigando equipes a descartar alimentos estragados e a restringir temporariamente a venda de produtos frescos.
Os incidentes de início de novembro se assemelham a um ataque de meados de outubro na França, quando centenas de freezers de supermercado foram forçados remotamente ao modo de descongelamento e tiveram as temperaturas elevadas para cerca de 50°C, provocando perdas e alguns incêndios.
Investigadores dos EUA, liderados pelo Defense Criminal Investigative Service, tratam uma série de falhas em freezers de comissárias militares ocorridas em agosto como possível ataque cibernético e estão coordenando com autoridades europeias numa investigação conjunta.
Boletins de segurança e pesquisadores afirmam que os ataques exploraram controladores acessíveis pela internet de fornecedores como Danfoss, Copeland e Dixell, que rodavam firmware sem suporte ou desatualizado, muitas vezes gerenciados remotamente por terceiros com credenciais fracas ou padrões de fábrica.
Varejistas e agências nacionais de segurança cibernética estão trocando indicadores e isolando unidades afetadas das redes. Eles recomendam atualização de firmware ou substituição de hardware enquanto as apurações continuam, e as autoridades avaliam medidas para fortalecer a segurança da cadeia de suprimento alimentar e de operações industriais (OT).