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Brasil Registra Forte Desaceleração da Inflação em Julho enquanto Mercados Reduzem Projeção para 2026
Leituras mais amenas do IPCA‑15 empurram os mercados para um corte único da Selic em agosto, com custos mais altos de eletricidade e serviços, queda da confiança e elevação das previsões de inflação de médio prazo limitando o espaço para um afrouxamento mais profundo.
O IPCA‑15 do IBGE subiu 0,06% em julho, a menor taxa para julho desde 2023, divulgado na terça‑feira, com preços de alimentação no domicílio caindo 1,14% e eletricidade residencial subindo 3,03%, deixando a inflação em 12 meses em 4,52%.
O boletim Focus, compilado a partir de previsões de mercado, reduziu a mediana do IPCA para 2026 para 5,12% após quatro cortes semanais seguidos e elevou as medianas para 2027 e 2028 para 4,22% e 3,80%.
Os mercados financeiros precificam um afrouxamento modesto da política monetária, esperando que a Selic caia dos atuais 14,25% para cerca de 14,0% até agosto, o que implica um corte de 0,25 ponto percentual neste mês.
Pesquisas de confiança feitas no início de julho mostram enfraquecimento da demanda: a confiança do consumidor da FGV caiu pelo terceiro mês para 88,3 pontos e o índice industrial da CNI registrou pessimismo em 26 dos 29 setores, levando empresas a adiar investimento e contratação.
O IPCA‑15 é uma prévia de meados do mês da inflação oficial e o boletim Focus é uma pesquisa semanal de mercado; juntos seus sinais sugerem uma desinflação de curto prazo puxada por alimentos, pressões de custo persistentes de energia e serviços, e perspectivas de crescimento contidas para famílias e empresas.