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Brasil rebaixa embaixada após insultos públicos de Milei a Lula e a ministra do STF
O Brasil convocou seu embaixador e chamou o enviado da Argentina como um protesto formal que Brasília diz que vai rever antes de restaurar a representação completa.
O episódio começou quando o presidente argentino Javier Milei chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “presidiário” e insultou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante uma convenção do PL no sábado, 25 de julho.
O Brasil respondeu convocando o embaixador da Argentina, Daniel Raimondi, e recolhendo seu embaixador em Buenos Aires, Júlio Bitelli, entregando as funções do dia a dia a um encarregado de negócios para sinalizar desagrado diplomático.
O chanceler argentino Pablo Quirno disse que a disputa é política e ideológica em vez de institucional e insistiu que não há chance de romper relações diplomáticas entre os dois países.
Após reuniões com o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira e com o presidente Lula, o embaixador Bitelli disse a repórteres que retornará à Argentina em breve, mas autoridades brasileiras dizem que o timing permanece condicionado a como Buenos Aires e Milei agirão a seguir.
O episódio tensionou as relações entre dois grandes parceiros comerciais e testou como instrumentos diplomáticos comedidos — convocações e recolhimentos — são usados para registrar protesto mantendo os canais abertos; autoridades acompanharão as reações públicas e outros sinais políticos antes de avançar.