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Brasil nega visto a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA antes da votação de outubro
O Brasil diz que a visita planejada minaria a confiança pública em seu sistema de votação eletrônico, agravando uma cisão diplomática com Washington.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que o subsecretário Riley M. Barnes e o subsecretário-adjunto Samuel Samson solicitaram vistos em 20 de julho e tiveram o pedido negado em 24 de julho.
Brasília disse que funcionários julgaram a viagem um risco à confiança nas eleições porque parecia destinada a lançar dúvidas sobre a tecnologia de votação do Brasil.
O Departamento de Estado dos EUA chamou a delegação de rotineira e disse que os enviados planejaram reuniões sobre integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão, descartando as alegações de interferência como infundadas.
A recusa segue disputas anteriores sobre vistos e comércio entre os dois governos, incluindo uma revogação de visto em março para outro funcionário dos EUA e tarifas recentes dos EUA sobre produtos brasileiros.
A medida pode aprofundar as tensões bilaterais e moldar narrativas de campanha antes do voto de 4 de outubro ao reforçar alegações domésticas sobre intromissão externa e testar laços em comércio e diplomacia.