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Brasil libera R$5,7 bilhões do orçamento de 2026
Autoridades dizem que uma reestimativa bimestral criou espaço dentro do arcabouço fiscal de 2023, permitindo gastos discricionários de investimento direcionados pouco antes da campanha eleitoral.
O governo publicou um decreto na noite de quinta-feira, 30 de julho, que reduz o contingenciamento de despesas de 2026 de R$23,7 bilhões para R$17,9 bilhões e libera R$5,7 bilhões para uso.
Cerca de R$4,5 bilhões da liberação vão para ministérios do executivo e aproximadamente R$1,2 bilhão é destinado a emendas parlamentares sob regras estabelecidas no decreto.
As maiores destinações por ministério são R$1,2 bilhão para o Ministério das Cidades e cerca de R$1,015–1,016 bilhão para o Ministério dos Transportes, com somas menores para a Fazenda, Ciência e Educação.
A equipe econômica reduziu projeções para pessoal (–R$4,2 bilhões), benefícios previdenciários (–R$3,2 bilhões) e o BPC (–R$3,2 bilhões) enquanto elevou saúde (+R$3,4 bilhões) e abono/seguro (+R$1,6 bilhão), criando a margem fiscal para gastos discricionários.
R$17,9 bilhões permanecem bloqueados e o governo ainda projeta um déficit primário perto de R$52 bilhões para 2026, com ministérios tendo até 6 de agosto para indicar quais programas permanecerão contingenciados.