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Brasil diz que manterá embaixadores afastados até a Argentina parar os ataques
O ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira disse que o rebaixamento diplomático permanecerá em vigor até que a Argentina interrompa os ataques pessoais e institucionais ao presidente Lula e às instituições do Brasil.
Vieira fez a exigência em entrevista publicada domingo e disse que ambas as embaixadas agora são chefiadas por encarregados de negócios por causa de insultos repetidos do presidente da Argentina a Lula e às instituições do Brasil.
O Itamaraty convocou o embaixador argentino Daniel Raimondi para registrar protesto formal e qualificou o episódio de 'inédito'.
Vieira rejeitou a alegação de Javier Milei de que o Brasil financiou uma campanha internacional contra a Argentina como 'totalmente falsa' e disse que a visita de Sergio Massa ao Brasil se limitou a conversas econômicas de rotina.
O chanceler vinculou a disputa a um padrão mais amplo de atritos diplomáticos, citando tensões recentes com os Estados Unidos sobre indicações de embaixadores e comentários sobre o sistema eleitoral do Brasil.
Brasil e Argentina permanecem parceiros comerciais-chave, portanto a rebaixamento sustentado corre o risco de desdobramentos práticos para o comércio e a cooperação política se a retórica hostil continuar.