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Brasil busca avaliação da Conitec para incluir PrEP injetável bimestral no SUS
O Ministério da Saúde pediu ao comitê nacional de tecnologia que avalie o cabotegravir para fornecimento público a fim de ampliar as opções de prevenção para pessoas em risco de HIV.
O ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou na segunda‑feira que o Ministério da Saúde submeterá cabotegravir à Conitec para avaliação das evidências clínicas, dos custos e do impacto orçamentário antes de qualquer inclusão no sistema público de saúde.
Uma análise no mundo real de 1.748 usuários de cabotegravir na base de dados OPERA relatou uma incidência anual de HIV de 0,1%, um achado apresentado pela ViiV Healthcare que apoia a alta efetividade do medicamento fora de ensaios clínicos.
Cabotegravir, administrado em duas injeções iniciais com quatro semanas de intervalo seguidas por injeções de manutenção a cada oito semanas, foi aprovado pela Anvisa em 2023 e vem sendo comercializado no mercado privado do Brasil desde agosto de 2025.
O governo disse que não avançará com lenacapavir, um injetável de seis meses, enquanto o preço do fabricante permanecer inacessível para o SUS e as negociações não tiverem chegado a um acordo.
Modelagem da GSK sugere que o cabotegravir bimestral poderia evitar cerca de 385.000 das esperadas 600.000 infecções por HIV no Brasil ao longo de 10 anos e economizar cerca de R$14 bilhões em custos de tratamento, mas a revisão iminente da Conitec determinará se esses benefícios projetados justificam a compra e a implantação públicas.