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Banco Central corta Selic para 14% enquanto taxa de longo prazo do BNDES supera 8%
Os rendimentos reais dos Treasuries de cinco anos em alta elevaram a TLP do BNDES acima de 8%, mantendo o custo do endividamento corporativo de longo prazo elevado apesar do afrouxamento da política.
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual para 14% na quarta‑feira, 5 de agosto de 2026, marcando o quarto corte trimestral consecutivo no ciclo cauteloso de afrouxamento do banco central.
O componente fixo da TLP do BNDES alcançou 8,21% em agosto de 2026 porque a parte prefixada da TLP é definida a partir dos yields reais das NTN‑B de cinco anos e esses yields subiram ao longo de 2025–2026.
A Fazenda realizou resgates extraordinários de títulos indexados à inflação em 17 de março para acalmar o mercado após um choque nos preços do petróleo, mas os yields reais se recuperaram e mantiveram prêmios de longo prazo mais elevados.
As empresas podem buscar renegociar empréstimos para refletir a Selic mais baixa, porém os bancos não são obrigados a reduzir as taxas contratuais imediatamente e o custo final ainda depende do risco de crédito, garantias e tarifas.
Yields reais de longo prazo mais elevados deixam o Brasil com uma das maiores taxas de juros reais do mundo, o que eleva o custo do investimento e pode reduzir o gasto de capital e a geração de empregos se o prêmio persistir.