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B3 atrasa abertura dos negócios após falha em arquivo da clearinghouse
A falha forçou leilões de abertura prolongados seguidos por uma retomada escalonada ao meio-dia, levantando novas questões sobre a resiliência operacional da bolsa.
A B3 identificou um atraso no envio de arquivos exigidos à Câmara B3, a câmara de liquidação que liquida as negociações, e adiou o início das negociações na sexta-feira enquanto ativos permaneceram em leilões de abertura para preservar a formação justa de preços.
Após testes técnicos a bolsa iniciou uma retomada gradual das negociações entre cerca de 12h03 e 12h45, mas a reinicialização ocorreu com liquidez reduzida e volumes abaixo do normal ao longo do dia.
Participantes do mercado e corretoras relataram perdas materiais de receitas intradiárias e alertaram que o episódio prejudicou a reputação da B3, com algumas fontes estimando que empresas perderam uma parcela considerável das taxas típicas de um dia.
Apesar da interrupção o Ibovespa fechou em alta em cerca de 177.999 pontos com baixo giro, um movimento impulsionado em grande parte por blue chips e por um salto de mais de 13% nas units do Santander Brasil depois que o Grupo Santander se ofereceu para comprar o free float remanescente.
A falha ressalta a dependência crescente de infraestrutura de negociação de alto rendimento e pode intensificar o escrutínio dos clientes e a atenção regulatória à medida que novos ambientes de negociação entram no Brasil e empresas pressionam as bolsas por salvaguardas operacionais mais robustas.