Eleição em Minas começa com debate sobre dívida e Cleitinho registra candidatura
Candidatos atacam dívida estadual e programa Propag; Cleitinho declara US$956,564.03 em bens e apoio a Flávio Bolsonaro
O primeiro debate televisionado em Minas Gerais, em 16 de agosto, concentrou-se na grande dívida pública do estado e no programa Propag — aprovado pelo Senado — com vários candidatos usando o tema para criticar o governador Mateus Simões e dizer que o plano pode agravar déficits fiscais.
O senador Cleitinho Azevedo formalizou sua candidatura ao governo e declarou US$956,564.03 em bens no sistema DivulgaCand do TSE. Ele disse que fará campanha de baixo custo, declarou publicamente apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e afirmou que atrasos do partido lhe custaram um palanque do PL.
O debate teve momentos técnicos: adversários alertaram que o Propag, somado a isenções fiscais já em vigor, pode provocar déficits ao longo de vários anos — citando números de até R$165 bilhões em cinco anos — e defenderam renegociação da dívida, corte de desperdício e revisão de incentivos fiscais.
O lançamento da campanha nacional em 16 de agosto mostrou táticas distintas: Romeu Zema divulgou uma peça provocativa com uso de inteligência artificial em estilo marionete contra o presidente Lula. Alguns pré-candidatos optaram por medidas de proteção visíveis — Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Renan Santos usaram coletes à prova de balas; Lula e Zema não os usaram.
Pesquisas registradas e declarações de bens já influenciam a narrativa eleitoral: levantamento do Instituto França em Sergipe mostra Lula com ampla vantagem naquele estado, e veículos de imprensa passaram a usar dados do DivulgaCand do TSE de diferentes unidades da federação para comparar patrimônio declarado e posicionamento dos candidatos.