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Autoridades brasileiras prendem suspeitos em investigação de lavagem de dinheiro de R$2 bilhões do jogo do bicho
Promotores do Gaeco com apoio da Polícia Federal dizem que a operação mira uma rede de longa data que usava terminais de cartão, empresas de fachada, fracionamento de numerário e criptoativos para ocultar os recursos do jogo.
A operação conjunta do Gaeco e da Polícia Federal na quarta‑feira, 29 de julho de 2026, cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca em São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul.
Investigadores dizem que as contas bancárias examinadas movimentaram cerca de R$2 bilhões entre janeiro de 2019 e março de 2026, com pelo menos R$100 milhões sacados em espécie.
Autoridades prenderam vários suspeitos, incluindo um empresário e seu filho em São José do Rio Preto, que são acusados de comandar uma empresa de construção usada como fachada.
Um tribunal ordenou o bloqueio de bens vinculados a 18 pessoas e entidades, abrangendo contas bancárias, veículos, imóveis e criptoativos para preservar recursos para eventual apreensão.
Promotores alegam que o esquema lavou recursos de apostas ao direcionar pagamentos por meio de máquinas de cartão em bancas de jogo do bicho, canalizando fundos para empresas de fachada, realizando saques estrurados em espécie e convertendo valores em criptoativos, e investigadores dizem que a apuração pode se expandir para rastreamento financeiro adicional e acusações criminais.