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Atlas 2026 constata mobilidade social travada no Brasil
O novo Atlas mostra escolaridade desigual, oportunidades regionais concentradas e lacunas racial e de gênero mantendo muitas pessoas nas mesmas faixas de renda que seus pais.
O IMDS e o Prospera Lab publicaram o Atlas da Mobilidade Social 2026 usando dados vinculados de impostos, folha de pagamento, programas sociais e da pesquisa do IBGE que acompanham cerca de 7 milhões de brasileiros nascidos entre 1983 e 1990.
Quase metade das pessoas nascidas no 25% mais pobre dos domicílios permanece nesse quartil na vida adulta, com 48% permanecendo pobres e apenas 8,32% alcançando os 25% mais ricos.
Pessoas nascidas em famílias de classe média têm, em média, 17,57% de chance de chegar aos 25% mais ricos, mas as diferenças entre estados são grandes, variando de cerca de 8% no Amazonas a cerca de 27% em Santa Catarina.
A educação é uma barreira central à mobilidade: apenas 1,58% dos oriundos do quartil mais pobre concluem ensino superior, em comparação com 37,77% dos oriundos do quartil mais rico.
O Atlas documenta lacunas interseccionais acentuadas — mulheres e pessoas não brancas nascidas na pobreza enfrentam chances muito piores de sair da pobreza — e mostra apenas pequenos ganhos entre coortes ao longo das gerações, enfatizando a necessidade de políticas sobre escolaridade, emprego e serviços públicos.