Ataques cibernéticos na Europa desregulam câmaras frias e atingem bancos de sangue
Intrusões em controladores de refrigeração conectados à internet foram relatadas em ao menos 11 países; investigações coordenadas na UE seguem sem autoria confirmada.
Uma nova onda de invasões que manipula controles de refrigeração atingiu dezenas de locais em ao menos 11 países europeus, segundo fontes, com relatos da campanha mais recente na segunda‑feira e ampla repercussão a partir de ataques ocorridos em outubro na França.
O serviço nacional de sangue da França informou que os invasores aumentaram os limites de temperatura e de degelo em três instalações de armazenamento a frio de plasma, mas que monitoramento e respostas rápidas evitaram perda de produtos sanguíneos.
As investigações agora são coordenadas entre agências da UE, procuradorias nacionais e unidades de defesa cibernética. Autoridades dizem que a autoria não foi confirmada; algumas empresas privadas mencionaram publicamente um possível ator ligado à Rússia, sem confirmação oficial.
Análises de segurança e comunicados de fornecedores apontam exploração de controladores legados expostos à internet e interfaces de gestão remota de fabricantes como Danfoss, Copeland e Dixell. As autoridades recomendam isolar imediatamente os dispositivos afetados, trocar credenciais, aplicar atualizações de firmware ou substituir os equipamentos.
Os ataques já estragaram toneladas de alimentos e custaram milhões de euros a varejistas, evidenciaram a dependência de interfaces de terceiros para manutenção e reacenderam preocupações de que tecnologia operacional sem correções e o uso crescente de IA possam facilitar ataques semelhantes, mais frequentes ou mais danosos.