Ataque russo deixa 600 mil sem luz e expõe falhas de defesa e de orientação de drones
Kiev diz ter recebido poucos avisos antecipados sobre mísseis; restrições ao Starlink teriam atrapalhado missões de drones, e EUA teriam ameaçado limitar compartilhamento de inteligência
O ataque que atingiu Kiev, a região de Kiev e Kharkiv na quarta-feira, 14 de outubro deixou cerca de 600.000 pessoas sem eletricidade e causou várias mortes e feridos entre civis.
O governo ucraniano afirma que a Rússia lançou 39 mísseis balísticos e mais de 120 drones de ataque e munições planantes contra infraestrutura de energia e instalações críticas; a Rússia informou ter abatido grande número de drones.
Autoridades ucranianas disseram que não receberam avisos antecipados em tempo útil de parceiros antes dos recentes ataques balísticos e que apenas quatro dos 39 mísseis foram interceptados, o que evidencia lacunas na defesa contra mísseis balísticos.
Kiev acusou a SpaceX/Starlink de impor limites de velocidade ou de serviço em alguns terminais, o que teria prejudicado a orientação de drones, e afirmou que os Estados Unidos advertiram que podem reduzir o compartilhamento de inteligência para pressionar a Ucrânia a evitar ataques contra instalações de energia russas.
Em resposta, a Ucrânia realizou ataques de longo alcance a centros de dados na Rússia que, segundo analistas, reduziram drasticamente o tráfego automatizado do Yandex; aliados ocidentais temem que a campanha e as tensões diplomáticas agravem cortes de energia para civis no segundo semestre.