Artemis III vira missão orbital de testes para integrar módulos de pouso
Voo em órbita baixa previsto para o segundo semestre de 2027 vai avaliar dois conceitos comerciais e travar escolhas de hardware para preservar caminho até 2028
A NASA confirmou no seu Artemis Update de outubro que a missão Artemis III passou a ser uma missão de cerca de duas semanas em órbita baixa da Terra, com alvo não antes do segundo semestre de 2027, para testar acoplagem, encontro orbital e transferência de tripulação com protótipos de módulos de pouso comerciais.
Equipes do programa já concluíram a montagem inicial dos propulsores sólidos do SLS e acrescentarão o Core Stage na próxima semana para formar um conjunto curto que será levado ao LC‑39B para testes de abastecimento — focados em resolver vazamentos de hidrogênio líquido nos Tail Service Mast Umbilicals nos próximos meses.
A agência formalizou a escolha do Centaur V, da United Launch Alliance, como estágio superior padrão, e confirmou uma variante Centaur com tanques estendidos. A decisão sobre se Artemis IV usará o ICPS final ou o Centaur V ficará para o próximo verão.
Para acelerar a prontidão para um retorno à superfície lunar, a NASA determinou que a Axiom Space entregue uma versão mais leve da roupa extraveicular, a ‘Sortie’, certificada para caminhadas lunares curtas de até duas horas, em vez de aguardar a roupa completa AxEMU.
O teste orbital exigirá uma sequência rápida e com vários veículos — New Glenn lançando o Blue Moon, depois SLS/Orion com a tripulação e, em seguida, Starship — e ainda enfrenta riscos técnicos críticos, como reabastecimento criogênico em órbita não comprovado, coordenação complexa de múltiplos lançamentos e pendências em atribuição de tripulação e testes de integração que vão determinar se a meta de pouso em 2028 continua viável.