Anthropic vai inserir watermark secreto nas respostas do Claude
Recurso, pensado para cumprir a lei da UE, marca textos de forma invisível; detector público, limites e taxas de erro ainda não foram divulgados.
A Anthropic divulgou notas técnicas explicando que modelos Claude lançados depois de início de agosto terão uma watermark (marca d’água) invisível nos textos, criada ao enviesar escolhas de tokens de baixo impacto segundo uma chave secreta.
Segundo a empresa, o método altera a aleatoriedade do modelo durante a inferência — não acrescenta nada ao texto e não insere caracteres ocultos nem identificadores de usuário.
A companhia afirma que a watermark é mais forte em saídas longas e de redação livre, tende a ser mais fraca ou ausente em respostas factuais de resposta única e em muito código, e pode ser quebrada por reescritas extensas.
A Anthropic pretende oferecer uma API de detecção e anexar proveniência criptográfica C2PA a arquivos compatíveis, mas não publicou um detector público, nem limiares de detecção ou taxas de erro empíricas.
A técnica reaproveita conceitos do trabalho SynthID de 2024 e será adotada globalmente para garantir conformidade com a lei de IA da União Europeia. A medida gera preocupações sobre a concentração do poder de verificação nas mãos de provedores e sobre a possibilidade de uma corrida para remover ou contornar as marcas.