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Ambev registra alta no lucro enquanto Copa do Mundo impulsiona cerveja, mas volume fica abaixo das expectativas
A diretoria está mudando para um controle mais rígido de preços e custos para estabilizar o volume de bebidas em desaceleração.
A Ambev registrou lucro líquido de R$3,47 bilhões e Ebitda ajustado de R$6,37 bilhões no trimestre, aumento de 24,5% e 3,6% respectivamente.
Os volumes de cerveja cresceram 5% na comparação anual, mas ficaram aquém das previsões de analistas de cerca de 6–7%, provocando desapontamento entre investidores e queda intradiária das ações.
Os volumes de bebidas não alcoólicas no Brasil caíram 4,4% para 7,615 milhões de hectolitros, mesmo com a receita da categoria subindo 1,4% para R$2,06 bilhões, porque concorrentes investiram fortemente em promoções de preço.
O CEO Michel Doukeris citou clima mais frio do que o normal para o consumo mais fraco de cerveja e disse que a Copa do Mundo ampliou a presença da Michelob Ultra, com cerca de 40% de seu crescimento vindo de fora dos EUA; a companhia espera cerca de um aumento de 25 pontos-base no volume no ano por causa do torneio.
A Ambev planeja apertar o gerenciamento de preços, cortar custos e empurrar marcas premium para proteger margens e volumes, uma estratégia que pode significar mais promoções no varejo e pressão contínua sobre a participação de mercado de não alcoólicos no Brasil.