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Alertas de desmatamento na Amazônia caem 36,9% para o nível mais baixo desde 2016
Um impacto credenciado do reforço da fiscalização por satélite juntamente com embargos remotos eleva as expectativas para a taxa anual oficial do Prodes, que deve ser divulgada em novembro de 2026.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou na sexta‑feira que os alertas do Deter para a Amazônia caíram 36,9% para 2.874,38 km² no ciclo de agosto de 2025 a julho de 2026, o menor valor da série do Deter.
O Deter também mostrou uma queda de 7,8% nos alertas do cerrado, para 5.119,46 km², deixando o cerrado com uma área absoluta sob alerta maior que a da Amazônia neste ciclo.
Os padrões estaduais variaram: Pará, Mato Grosso e Amazonas registraram grandes volumes, mas quedas, enquanto Roraima contrariou a tendência com aumento de 32,5% nos alertas.
O Deter produz alertas em quase tempo real usados para orientar a fiscalização e não equivale ao balanço anual oficial do Prodes, que usa métodos diferentes e publicará o número da Amazônia em novembro de 2026.
Autoridades e organizações ambientais atribuem parte da queda a intensificação de instrumentos de fiscalização, como embargo remoto, operações coordenadas do Ibama e parcerias municipais, uma mudança que pode influenciar o comércio e o escrutínio de políticas ligados ao histórico de desmatamento do Brasil.