Afirmação de Trump a favor de data centers de IA aprofunda dissenso no Partido Republicano

Declaração do presidente sobre cidades que rejeitam centros de dados forçou candidatos a mudar posições; estados e concessionárias têm imposto limites que atrasam autorizações

02 de setembro, 08:23

O presidente Donald Trump publicou na segunda-feira que cidades que rejeitam data centers serão “atrasadas e pobres” e pediu que comunidades recebam essas instalações como essenciais para a liderança dos EUA em IA.

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Vários legisladores republicanos criticaram publicamente a escolha de palavras de Trump, e outros republicanos e alguns democratas apoiaram o argumento de competitividade. O episódio obrigou candidatos em estados decisivos a recalibrar suas mensagens antes das eleições de meio de mandato.

Pesquisas divulgadas por diversos veículos mostram oposição ampla e bipartidária à instalação de data centers perto de áreas residenciais: entre dois terços e três quartos dos entrevistados disseram que não querem um centro de dados na sua região.

Estados e reguladores já reagiram com medidas concretas. Nova York impôs uma moratória; Pensilvânia estabeleceu regras rígidas de controle; Texas e outros iniciaram auditorias ou apertaram as exigências de licenciamento. Concessionárias de energia aumentaram a análise das conexões à rede e dos impactos nas tarifas.

Economistas e repórteres apontam um trade-off: data centers hoje geram grande parte do investimento privado e contribuem para o crescimento do PIB, mas costumam criar muitos empregos de construção no curto prazo e poucas vagas locais permanentes. O alto consumo de eletricidade dessas instalações pode elevar contas de energia na região e forçar decisões políticas mais duras.

Resumo produzido a partir de 12 fontes em 10 veículos · Powered by Anchooor
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