Abstenção recorde no primeiro turno complica segundo turno entre Bolsonaro e Lula
Crescimento dos ausentes obriga as campanhas a mirar eleitores que não votaram e votos liberados; participação vai moldar o segundo turno de 25 de outubro.
O primeiro turno de 4 de outubro registrou índice de abstenção de 21,08%, com 33,4 milhões de eleitores inscritos que não foram às urnas — a maior ausência em primeiro turno desde 1998, segundo dados do TSE divulgados por vários veículos.
Flávio Bolsonaro obteve 47,03% e Luiz Inácio Lula da Silva 45,16% no primeiro turno, levando a disputa para o segundo turno em 25 de outubro, que agora depende de qual campanha conseguirá mobilizar os ausentes e os eleitores de candidatos eliminados.
A abstenção variou fortemente por localidade: o estado de São Paulo registrou 22,5%; o Vale do Paraíba teve 20,7% (465.605 eleitores ausentes); e vários municípios da Serra do Rio ficaram na faixa de 22% a 24%, indicando que condições locais influenciaram a diferença de comparecimento.
Repórteres e analistas citam longas filas, cansaço do eleitor e limitações de mobilidade de idosos como causas principais, e milhões de eleitores também votaram em branco (2,3 milhões) ou anularam o voto (3,6 milhões) para a presidência, o que altera a aritmética eleitoral.
A maioria dos analistas prevê uma queda moderada da abstenção no segundo turno com base em padrões de 2022; eleitores que não votaram podem regularizar sua situação para participar do segundo turno, e as campanhas já lançaram ações direcionadas, incluindo um apelo direto de Lula.