Anchooor
A dívida federal do Brasil sobe para R$9,27 trilhões após forte emissão em junho
O relatório de junho aumenta o escrutínio sobre o plano de financiamento do Tesouro porque os custos de empréstimos subiram.
O Tesouro Nacional informou na quarta‑feira que a dívida federal (DPF) subiu 2,61% em junho, para R$9,268 trilhões, impulsionada por R$142,25 bilhões de emissões líquidas e R$93,48 bilhões de juros acumulados.
O papel no mercado doméstico (DPMFi) subiu para R$8,921 trilhões, enquanto a dívida externa (DPFe) alcançou R$347,7 bilhões, refletindo emissões em junho de R$149,59 bilhões e resgates de R$7,33 bilhões.
A composição se deslocou ligeiramente em direção a títulos pós‑fixados atrelados à Selic, que agora representam cerca de 49,32% da dívida e aumentam a sensibilidade a movimentos de taxa de curto prazo.
O prazo médio até o vencimento caiu de 4,07 para 4,01 anos, mesmo com o colchão de liquidez crescendo para R$1,346 trilhão, mantendo a fatia da dívida que vence dentro de 12 meses dentro da faixa‑alvo do Tesouro de 18–22%.
O Valor observou que o nível de junho fica fora da referência do PAF 2026 do Tesouro de R$9,7–10,3 trilhões, levando o mercado a acompanhar os planos de emissão de curto prazo, o custo do endividamento e os fluxos de investidores estrangeiros em busca de sinais de pressão fiscal.