Ucrânia diz que limites no Starshield e falta de alertas dos EUA prejudicaram defesa após ataques russos
Autoridades ucranianas afirmam que controle dos EUA sobre o serviço militar da Starlink reduziu conexões e deixou o país sem avisos ocidentais em tempo hábil antes dos mísseis.
Forças russas lançaram ataques em massa com mísseis e drones que atingiram usinas e outros alvos de energia, deixando cerca de 600.000 pessoas sem eletricidade e causando mortes e feridos em Kyiv, Kharkiv e outras regiões, segundo autoridades ucranianas e reportagens.
Kyiv afirma que não recebeu avisos antecipados em tempo hábil de parceiros ocidentais antes das ondas de mísseis balísticos, o que, segundo porta‑vozes ucranianos, impediu os sistemas antiaéreos de interceptar a maior parte dos projéteis.
Autoridades ucranianas relataram limites súbitos de velocidade no serviço militar da Starlink, chamado Starshield, que teriam atrapalhado a navegação de drones e operações de interceptação ao cortar conexões em plataformas de alta velocidade.
Elon Musk e a SpaceX afirmaram que o Starshield militar está sob controle do governo dos Estados Unidos, e vários veículos noticiaram que autoridades americanas teriam ameaçado reter inteligência para pressionar a Ucrânia a parar ataques a refinarias russas.
As autoridades ucranianas abriram investigações e trabalham com centros de ligação ocidentais, como Wiesbaden, para restaurar serviços e os sistemas de alerta; parte das velocidades do Starlink civil foi posteriormente reportada como restabelecida, enquanto permanecem dúvidas sobre limites no Starshield e possíveis consequências políticas.