Flávio Bolsonaro consolida ampla frente de direita antes do segundo turno em 25 de outubro
Ao buscar apoio de governadores e partidos, ele enfrenta alertas de juristas de que suas propostas constitucionais e de indulto podem ser analisadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Flávio terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, no domingo, 4 de outubro, e agora faz campanha para o segundo turno marcado para 25 de outubro.
Desde a votação, ele costurou apoios de Republicanos, Novo, Podemos e da União Progressista e obteve o respaldo público do governador do Paraná, Ratinho Jr.
Jair Bolsonaro segue condenado e cumpre prisão domiciliar com supervisão judicial, mas tem continuado a orientar a estratégia do PL e a escolha de candidatos por meio de visitas autorizadas e consultas.
Flávio tem defendido mudanças constitucionais, incluindo a PEC 4/2026 para acabar com a reeleição imediata e propostas para alongar os mandatos presidenciais. Especialistas jurídicos afirmam que aplicar tais mudanças já no mandato seguinte poderia ferir a cláusula pétrea do voto periódico protegida pela Constituição e ser levado ao Supremo Tribunal Federal.
A presença ampliada do PL no Congresso e as 19 vitórias no Senado dão a Flávio alavancagem política para buscar reformas, mas qualquer emenda constitucional precisa de aprovação de três quintos em dois turnos nas duas Casas e traz riscos reais para programas sociais e para conflitos institucionais que podem afetar benefícios aos eleitores e a estabilidade da governança.